Vereador é condenado por vender armas ilegalmente em município no interior do Ceará
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Vereador é condenado por vender armas ilegalmente em município no interior do Ceará.
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O vereador Francisco das Chagas Tavares, conhecido como Chagas Teteu (PDT), foi condenado por vender armas ilegalmente em Ipu, município no interior do Ceará onde é parlamentar. A decisão da Justiça cearense é do último dia 27 de março.
O g1 entrou em contato com o vereador, e aguarda resposta. O g1 também tentou contato com a presidente da Câmara Municipal de Ipu, Cristina Peres (PSB), mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
Chagas Teteu foi eleito vereador do município em 2024 por quociente partidário. Ele já havia tentado o cargo em 2004, quando ficou como suplente.
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Ele foi condenado a quatro anos de prisão e multa dez dias-multa no valor de 1/3 do salário mínimo vigente. A Justiça determinou que ele pode recorrer em liberdade.
A investigação contra Chagas Teteu começou em maio de 2019, quando foi apontado que ele comercializava de forma ilegal armas, munições e outros itens correlatos em Ipu, que fica na Serra da Ibiapaba, e municípios vizinhos.
Denúncia por venda de armas
À época, as polícias Civil e Militar foram à residência do acusado, que autorizou a entrada dos agentes de segurança. No local, contudo, não foi encontrada nenhuma prova contra o atual vereador.
Chagas Teteu também concedeu acesso ao celular dele, e as autoridades analisaram conversas em um aplicativo de mensagens. Assim foi identificada relação com um homem identificado como Antônio José Bezerra, que compraria munição para armas de fogo e pólvora, espoletas e chumbo — insumos para fabricação de munição — com o investigado.
Os dois homens marcaram um encontro na localidade de São João, em Ipu. Os policiais foram ao local e abordaram Antônio José. Após a abordagem, eles foram à casa do suposto cliente, onde encontraram armas de fogo, munições de diversos calibres, pólvora, espoletas e outros materiais, que foram apreendidos.
Durante a investigação, Antônio José afirmou que parte do material apreendido foi comprado com Chagas Teteu.
A Justiça também disse que no celular do réu foram encontrados vídeos onde ele aparecia manuseando armas de fogo, bem como registros escritos e anotações que indicariam a comercialização de materiais ilícitos, inclusive com menção a valores e transações financeiras.
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